domingo, 8 de fevereiro de 2015

Costelinha Soberba


Em nosso almoço de hoje, experimentamos a receita de costelinha de porco com geleia de laranja e castanha de caju da Rita Lobo.  

Foi preciso uma dose de confiança e coragem para tentar essa receita, não pela sua complexidade, mas pela mistura de ingredientes inusitada (pelo menos para a gente). É preciso muita força de vontade para fugir do óbvio de uma costelinha ao molho BBQ... Foi o que fizemos. E digo que valeu, sem pestanejar. O sabor é uma viagem. Nunca iria imaginar que geleia de laranja fosse bom fora do pão. Aquela uma hora e vinte minutos no forno baixinho também é um exercício a paciência, uma vez que não dá para “assistir” a carne que está coberta pela folha de alumínio. O resultado de confiar na receita foi a melhor costelinha que já fizemos.


Como bem disse a Thâ, o prato ficou soberbo... A carne ficou tão suculenta que, ao cortar, parecia manteiga. As costelinhas, muito bem escolhidas (elogio ao açougueiro que me ajudou a pinçar a melhor delas) desprendiam das ripinhas de osso quase que sozinhas. O aroma é incrível, apesar de não ter utilizado tanto alecrim quanto a Rita, e o sabor levemente adocicado caíram muito bem com um vinho branco. Foi acompanhado com uma salada verde e nem sobrou espaço para sobremesa.

Não é todo dia em que a gente come carne de porco, ainda mais uma costelinha. Portanto, elas foram degustadas com toda a qualidade das raridades (carpe diem, porque hoje é domingo!) De cara, tenho que elogiar a dona da receita, os tempos estão tinindo e a carne ficou no ponto.  A receita, muito bem explicada, é para cozinheiros nível beginner, com sabor nível profissional.


Adaptações

Castanha de caju x noz pecã. De cara, a primeira adaptação que fizemos foi na castanha de caju. Não por gosto, mas por disponibilidade em nossa dispensa, optamos por usar a noz pecã. Se não me engano, ela também é mais nutritiva, apesar de perder um pouco em crocância.

Mandioquinha bem-vinda. Também sentimos falta de um carboidrato para completar a receita e entrou em ação um de nossos tubérculos preferidos, a mandioquinha (também amplamente disponível na geladeira daqui de casa). De resto, seguimos à risca o passo-a-passo. Ah... não experimentamos o repolho grelhado, preferimos trocar pela salada de alface, rúcula e acelga.


Na prática

Uso do pilão. A receita pedia o uso do pilãozinho para macerar o alho, misturar a geleia e triturar a castanha. Usei o único que temos aqui em casa (presente da Beth) um de porcelana. Confesso que prefiro usar o mixer no modo triturador e o amassador de alho para “evitar a fadiga”, alguém sabe se tem alguma diferença?

Nozes queimaram um pouco: Talvez tenhamos acreditado demais que o forno deveria estar quente para selar a carne e as nozes que estavam em cima queimaram um pouco. Deixei mais cinco minutos para garantir em um fogo um pouco mais baixo. Não comprometeu a receita. No final, deixamos mais cinco minutos para dourar os legumes, sem o papel alumínio.

Pouco sal. Não somos muito chegados em sal aqui em casa eok” que a receita é agridoce, mas eu senti falta de carregar um pouco mais no sal. Utilizamos sal rosa do himalaia. Trituramos um pouco mais no prato pronto.

Maças sumiram: Quando você for fazer em casa, corte as maçãs na medida que a receita pediu (rs...). Eu cortei um pouco menor e elas meio que sumiram. Eu colocaria mais alho também para assar. O vinho foi essencial e deixou um licor intenso na carne.


Obrigado, Rita. Foi uma experiência inesquecível de domingo!





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