Em nosso almoço de hoje, experimentamos a receita de costelinha de porco com geleia de laranja e castanha de caju da Rita Lobo.
Como bem disse a Thâ, o prato ficou soberbo... A carne ficou
tão suculenta que, ao cortar, parecia manteiga. As costelinhas, muito bem
escolhidas (elogio ao açougueiro que me ajudou a pinçar a melhor delas) desprendiam
das ripinhas de osso quase que sozinhas. O aroma é incrível, apesar de não ter
utilizado tanto alecrim quanto a Rita, e o sabor levemente adocicado caíram muito
bem com um vinho branco. Foi acompanhado com uma salada verde e nem sobrou
espaço para sobremesa.
Não é todo dia em que a gente come carne de porco, ainda
mais uma costelinha. Portanto, elas foram degustadas com toda a qualidade das
raridades (carpe diem, porque hoje é domingo!) De cara, tenho que elogiar a
dona da receita, os tempos estão tinindo e a carne ficou no ponto. A receita, muito bem explicada, é para cozinheiros nível
beginner, com sabor nível profissional.
Adaptações
Mandioquinha bem-vinda. Também sentimos falta de um carboidrato
para completar a receita e entrou em ação um de nossos tubérculos preferidos, a
mandioquinha (também amplamente disponível na geladeira daqui de casa). De
resto, seguimos à risca o passo-a-passo. Ah... não experimentamos o repolho
grelhado, preferimos trocar pela salada de alface, rúcula e acelga.
Na prática
Uso do pilão. A receita pedia o uso do pilãozinho para macerar o
alho, misturar a geleia e triturar a castanha. Usei o único que temos aqui em
casa (presente da Beth) um de porcelana. Confesso que prefiro usar o mixer no
modo triturador e o amassador de alho para “evitar a fadiga”, alguém sabe se
tem alguma diferença?
Nozes queimaram um pouco: Talvez tenhamos acreditado demais que o
forno deveria estar quente para selar a carne e as nozes que estavam em cima
queimaram um pouco. Deixei mais cinco minutos para garantir em um fogo um pouco
mais baixo. Não comprometeu a receita. No final, deixamos mais cinco minutos
para dourar os legumes, sem o papel alumínio.
Pouco sal. Não somos muito chegados em sal aqui em casa e “ok” que a receita é agridoce, mas eu
senti falta de carregar um pouco mais no sal. Utilizamos sal rosa do himalaia. Trituramos
um pouco mais no prato pronto.
Maças sumiram: Quando você for fazer em casa, corte as maçãs na
medida que a receita pediu (rs...). Eu cortei um pouco menor e elas meio que sumiram.
Eu colocaria mais alho também para assar. O vinho foi essencial e deixou um
licor intenso na carne.
Obrigado, Rita. Foi uma experiência inesquecível de domingo!
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